Profissional x mãe

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Profissional x mãe

Mensagem por Vinicius_SG_RJ em Ter Abr 29, 2008 6:33 pm

Profissional x mãe


Conciliar emprego e maternidade é sempre um desafio para as mulheres. A repórter Fabiana Scaranzi conversou com várias mães e com especialistas sobre o assunto e mostra quais são os direitos garantidos por lei no trabalho.

Há 50 anos elas poderiam ser encontradas em casa, cuidando dos filhos e dos maridos. Hoje elas continuam cuidando dos filhos e dos maridos, mas saíram de casa para encarar o mercado de trabalho. “Eu já tinha uma carreira de 20 anos, já estava consolidada. E quando aconteceu a maternidade, que no meu caso foi tardia eu tive filha com 40 anos de idade, eu já tinha uma carreira, não queria abrir mão disso. E outra, eu sempre prezei a independência”, disse uma profissional.
30% das mulheres que trabalham sustentam a casa. Dentre elas, 50% mora só com os filhos, sem marido. E confessam que um dos momentos mais difíceis é a hora de deixar os pequenos e voltar a trabalhar. “O primeiro momento que eu deixei ele me deu uma angústia. Como o negócio é meu, eu não consegui ficar mais de duas horas fora e já voltei para amamentar”

“Licença amamentação, é uma obrigação das empresas concederem às mulheres intervalos de 30 minutos para amamentação”, explica a advogada Sônia Mascaro. A CLT determina que sejam dois intervalos de 30 minutos até o bebe completar seis meses.

A Rute Somensi aproveitou essa licença para ficar um pouquinho mais com o filho. Ela juntou os dois períodos de 30 minutos para ficar uma hora com o Lucas. “Para mim esse momento a mais é super importante por três aspectos. O primeiro deles é que o bebê é super saudável. O segundo é que é super bom para mãe que pode dar continuidade ao vínculo desde a gestação. E o terceiro aspecto é bom para a empresa, porque com o bebê saudável e a mãe organizada flui super bem o trabalho.”

Por lei, os estabelecimentos que tenham pelo menos 30 mulheres empregadas maiores de 16 anos têm que disponibilizar o acesso a creches, mediante convênio. “O dever da empresa é dar o auxílio creche de zero a seis anos de idade”, diz a advogada.

As mulheres já são 44% do mercado de trabalho, segundo o IBGE. Com esse número significativo muitas empresas se preocupam em não perder talentos, principalmente mulheres que depois de anos de trabalho decidem se dedicar à maternidade.

Em uma empresa de intermediação de mão de obra em Salvador trabalham 58 mulheres, 66% do total de funcionários. Quem engravida recebe um kit de cuidados pessoais para o recém nascido com dez itens, entre eles toalha, bolsa-trocador e termômetro digital. Durante a licença maternidade a mãe continua recebendo o vale alimentação e quando volta a trabalhar tem auxílio creche até a criança completar seis anos. E mais: as mães têm um horário flexível, não apenas para amamentar, mas também para acompanhar os filhos em consultas médicas, por exemplo. A Rosane Nascimento é a mais recente mãe na empresa, Gabriel tem oito meses. “Eu estou trabalhando tranqüila. A empresa tem um carinho pelas mães e eu sei que eu posso contar com essa compreensão sempre que puder e for para benefício do meu filho.”

Veja agora mais algumas dicas para as sempre preocupadas mães:
- Se a empresa em que você trabalha não tem creche e você procura um lugar para deixar seu filho, peça a indicação de amigos. Visite as creches e tente ficar por lá meio período para verificar o funcionamento delas;
- Tente entender que não pode fazer tudo sozinha ou perfeitamente;
- Organize seus horários. Isso vai ajudar a dedicar mais tempo para o filho e evita que a mãe se sinta culpada por estar trabalhando.

No Senado um projeto de lei propõe ampliar de quatro para seis meses a licença maternidade. “Em decorrência da necessidade da amamentação, uma vez que se recomenda para amamentação seis meses no mínimo, enquanto a licença maternidade é de quatro meses. Então existe um descompasso entre a legislação e entre a realidade”, diz Sônia.

Uma das maiores angústias das mães é equilibrar a vida profissional e a vida pessoal. O sentimento de culpa que as persegue é grande, mas a vontade de produzir, a necessidade ganhar dinheiro e crescer profissionalmente também são. Então não tem outro jeito, tente fazer o que é possível, sem se descabelar.

Porque os pequenos entendem. “Eu gosto que ela trabalhe, porque ela fica com dinheiro”, diz uma menina.

http://jornalhoje.globo.com/JHoje/0,19125,VOI0-3069-888-281651,00.html
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