É possível a identificação dos espíritos?

Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Ir em baixo

É possível a identificação dos espíritos?

Mensagem por azzi em Qua Jan 12, 2011 12:03 pm

Ola pessoal.
Very Happy

Diante deste artigo abaixo, como vcs podem esclarecer a possibilidade de identificação dos espiritos?

+++++++++++++++++++++++++++++++++++

É possível a identificação dos espíritos?

Como podemos adotar meios de identificação de espíritos sendo que estes meios humanos estão num plano inferior, material, temporal e finito, uma vez que, os espíritos estão num outro plano superior, espiritual, atemporal e infinito. Você percebeu a incoerência?. Seria como querer medir o universo com uma trena! Pura fantasia meu caro leitor! Ora, se entre nós já é difícil saber se uma pessoa esta fingindo ou sendo verdadeira conosco, muito mais difícil é com relação aos seres espirituais que fogem totalmente do nosso entendimento e alcance!.

Qual é a garantia que você tem que aquele espírito que se diz superior é de fato superior? Nenhuma! Ele pode se fingir de bom e fazer você aceitar e acreditar com todos os indícios que ele é de fato bom simplesmente porque você não tem acesso ao plano espiritual para averiguar! Eles podem te convencer cegamente com todos os indicio que eles são de fato espíritos de pessoas falecidas, pois, se assim você crer, você nunca ira combate-los como sendo Satanás e seus demônios, os quais são anjos decadentes que foram expulsos do Reino de Deus. Ora, Satanás é esperto a ponto de fazer você crer que ele e seus demônios não existem. Ora, se já é difícil a gente dar credito para pessoas próximas a nos mesmo nesta existência terrena [física, material], muito mais difícil será dar credito a espíritos que se dizem de pessoas falecidas!.

Será que nunca passou pela cabeça de Kardec e dos seus seguidores que estes espíritos não poderiam estar fazendo um teatro para enganá-los com o objetivo de afastá-lo da verdade uma vez que nós não temos nenhum acesso ao plano espiritual? Fico perplexo, como pode Allan Kardec, um homem inteligente, bacharelado em letras e ciências, doutorado em medicina e lingüística, um homem que falava fluentemente alemão, francês, italiano, espanhol e holandês, se deixar influenciar por entidades espirituais as quais é impossível de conhecê-las na sua integridade e verdade. Sinceramente, Kardec era inteligente, mas será que era sábio e astuto?. Como podem os espíritas expor e dar credito a livros espíritas escritos por Allan Kardec e por outros a mando dos espíritos, uma vez que, o próprio Allan Kardec escreve no livro, “O livro dos Espíritos”, que é impossível garantir que tais espíritos são de fato quem eles dizem que são.

Kardec, ingenuamente seguindo as orientações de espíritos, sugere identificar os espíritos por vários indícios, por exemplo, pela voz, pela escrita, pelos gostos, pelo comportamento, pelos assuntos relacionados a ultima ex-existência terrena dele. Ora, se entre nos já é difícil identificarmos, através deste método, pessoas humanas enganadoras que fazem parte do nosso dia a dia, muito mais difícil é a identificação de espíritos!. Quantas pessoas nós conhecemos que imitam muito bem Sílvio Santos, Roberto Carlos, Chacrinha e outros.

Veja a questão levantada pelo próprio Allan Kardec no seu livro, “O livro dos Espíritos” \ Introdução ao Estudo da doutrina Espírita \ 12 – A identidade dos Espíritos \ onde diz o seguinte:

Um fato que a observação demonstrou e foi confirmado pelos próprios Espíritos é que os Espíritos inferiores apresentam-se, muitas vezes, com nomes conhecidos e respeitados. Quem pode nos assegurar que aqueles que dizem ter sido, por exemplo, Sócrates, Júlio César, Carlos Magno, Fénelon, Napoleão, Washington, etc. tenham realmente animado esses personagens? Essa dúvida existe entre alguns adeptos fervorosos da Doutrina Espírita; admitem a intervenção e a manifestação dos Espíritos, mas se perguntam como comprovar sua identidade. Essa comprovação é, de fato, muito difícil de estabelecer, já que não pode ser apurada de uma maneira tão prática e simples como por meio de um documento de identidade. Pode, entretanto, ser feita por alguns indícios.

Confira na internet no capitulo 12:
http://www.espirito.org.br/portal/codificacao/le/le-0-00.html


Se Kardec tinha duvidas, então, qual é a garantia que eu tenho das teorias dadas pelos supostos [superiores e bons] espíritos a respeito de toda a doutrina espírita?. Absolutamente nenhuma! Quem me garante que de fato existem espíritos de mortos superiores e inferiores? Absolutamente mingúem!

Quanto a essa identificação confiável do espírito que incorpora no médium – o ponto essencial, segundo Allan Kardec – é que surge o problema, observe nesta declaração espírita escrito por Allan Kardec no livro, “O livro dos médiuns” \ Provas possíveis de identidade \ verso 255 e 256 \ diz o seguinte:

255 – A questão da identidade dos Espíritos é uma das mais controvertidas, mesmo entre os adeptos do Espiritismo. É que, com efeito, os Espíritos não nos trazem um ato de notoriedade e sabe-se com que facilidade alguns dentre eles tomam nomes que nunca lhes pertenceram. Esta, por isso mesmo, é, depois da obsessão, uma das maiores dificuldades do Espiritismo prático. Todavia, em muitos casos, a identidade absoluta não passa de questão secundária e sem importância real.

A identidade dos Espíritos das personagens antigas é a mais difícil de se conseguir, tornando-se muitas vezes impossível, pelo que ficamos restritos a uma apreciação puramente moral. Julgam-se os Espíritos, como os homens, pela sua linguagem. Se um Espírito se apresenta com o nome de Fénelon, por exemplo, e diz trivialidades e puerilidades, está claro que não pode ser ele. Porém, se somente diz coisas dignas do caráter de Fénelon e que este não se furtaria a subscrever, há, senão prova material, pelo menos toda probabilidade moral de que seja de fato ele. Nesse caso, sobretudo, é que a identidade real se torna uma questão acessória.

Desde que o Espírito só diz coisas aproveitáveis, pouco importa o nome sob o qual as diga. Objetar-se-á, sem dúvida, que o Espírito que tome um nome suposto, ainda que só para o bem, não deixa de cometer uma fraude: não pode, portanto, ser um Espírito bom. Aqui, há delicadezas de matizes muito difíceis de apanhar e que vamos tentar desenvolver.

256. ... entre os Espíritos superiores, que podem comunicar-se, a maioria deve carecer de nomes para nós. Porém, como de nomes precisamos para fixarmos as nossas idéias, podem eles tomar o de uma personagem conhecida, cuja natureza mais identificada seja com a deles. É assim que os nossos anjos guardiães se fazem as mais das vezes conhecer pelo nome de um dos santos que veneramos e, geralmente, pelo daquele que nos inspira mais simpatia. Segue-se daí que, se o anjo guardião de uma pessoa se dá como sendo S. Pedro, por exemplo, ela nenhuma prova material pode ter de que seja exatamente o apóstolo desse nome. Tanto pode ser ele, como um Espírito desconhecido inteiramente, mas pertencente à família de Espíritos de que faz parte São Pedro.

Confira na internet:
http://www.espirito.org.br/portal/codificacao/lm/lm-28.html


Portanto, fica claro que não se pode identificar com precisão o espírito que vem dar noticias ou instruções por via mediúnica. Os espíritos protetores que tomam nomes conhecidos são sempre e realmente os portadores de tais nomes? Absolutamente não!

Então, como fica uma pessoa, tomada de saudade, que, convidada pelos espíritas, vai ao centro para ter noticias da falecida mãe?. Façamos de conta que o médium seja pessoa honesta e confiável; supondo ainda que o médium obtenha contato com um espírito, quem pode afirmar com segurança que seja o espírito da mãe procurada? Que dizer quanto um espírito alega ser fulano ou beltrano, se pode ser igualmente um espírito substituto [impostor]? Allan Kardec garantia? NÃO!!!!!!

O problema fica mais grave quando se considera as palavras do próprio Allan Kardec no livro “O livro dos médiuns” \ Capitulo X \ Da Natureza das Comunicações \ verso 135 \ onde diz o seguinte:

135 - Em torno de nós pululam os Espíritos levianos, que de todas as ocasiões aproveitam para se intrometerem nas comunicações. A verdade é o que menos os preocupa; daí o maligno encanto que acham em mistificar os que têm a fraqueza e mesmo a presunção de neles crer sob palavra.

Confira na internet:
http://www.espirito.org.br/portal/codificacao/lm/lm-14.html


Pode-se insistir em obter a identificação dos espíritos que falam pelos médiuns? O próprio Kardec diz que não no seu livro “A Gêneses”, \ Caitulo. XVI - Teoria da presciência \ verso 16 \ onde diz o seguinte:

16 ...Insistir por obter informes precisos é expor-se às mistificações dos Espíritos levianos que predizem tudo o que se queira, sem se preocuparem com a verdade, divertindo-se com os terrores e as decepções que causem.

Confira na internet:
http://www.espirito.org.br/portal/codificacao/ge/ge-16.html


Então ficam as perguntas:

Quem é quem?
São realmente os espíritos dos falecidos ou são anjos decadentes [demônios]?
Você confiaria na doutrina dada por estes espíritos?


++++++++++++++++++++++++++++++++

Bom debate. Very Happy

azzi

Número de Mensagens : 41
Data de inscrição : 15/09/2009

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Voltar ao Topo

- Tópicos similares

 
Permissão deste fórum:
Você não pode responder aos tópicos neste fórum