EU INIMIGO DE MIM

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EU INIMIGO DE MIM

Mensagem por Mack em Sab Dez 11, 2010 6:57 pm

EU INIMIGO DE MIM

Você pode tudo que quiser. Pode conquistar tudo na vida: Ter uma bela família, posição social, o trabalho ideal que te dá prazer. Você pode também enriquecer. Ter para si mesmo as pessoas mais belas que já se viu; ter poder para decretar o que bem entender e até mesmo ser um campeão. Alguém que subiu no ponto mais alto do podium onde ninguém jamais colocou os pés. Você pode atingir o ápice em todas as coisas desta vida. Contudo, no final todas essas coisas escaparão das suas mãos como água, e de repente você não as terá mais. É quando chega à hora de entregarmos o corpo a terra e partir do mundo dos vivos.
Mas, suponhamos que você tenha conquistado todas essas coisas em sua juventude, e ainda tenha muito tempo para gozá-las. Ainda assim, você não estará satisfeito. Isso porque, todas essas coisas satisfazem somente a natureza humana e física; e esta por sua vez é insaciável. Nunca está contente com o que tem.
Igualmente, todas essas coisas que aparentemente parecem saciar a nossa vontade, acabam trazendo muitos problemas que por sua vez resulta em aborrecimentos, amarguras, desapontamentos e insatisfações gerando grande infelicidade interior.
Então, perguntamos a nós mesmos: "Mas, eu tenho tudo o que quero e mesmo assim não sou feliz"?
Então, a voz da razão aparece e te ajuda a questionar: Sim! Por quê?

Manda a verdade dizer, que o homem não é feito somente de corpo físico. Ele é tricótomo; isto é, constitui de corpo, alma, e espírito.
Este corpo perecível que foi emprestado ao homem para que o espírito possa nele habitar, está tão corrompido pelo pecado que perdeu o paladar. Adquiriu a tendência de gostar do que é nefasto e pernicioso a si mesmo. E a alma? A alma é democrática. Ela aceita tudo o que o corpo e o espírito lhe oferecem. É a parte da razão que não contesta nada que lhe é apresentado, desde que lhe dêem algo a prover a existência. A alma esta no sangue e o sangue esta na alma.
E o espírito? Será que o espírito é um fantasma? Se assim for, então eu sou um escravo do meu próprio espírito, que vive a me torturar cobrando de mim atitudes certas e boas. O espírito aciona um mecanismo dentro de nós chamado consciência que serve para regular nosso senso do certo e do errado. Coisas que o corpo raramente se apetece delas. Pois, o corpo e a consciência são inimigos. Vivem numa guerra sem tréguas, e o homem que descobre isso, passa a ter a sensação de ter um ser oculto interior que vive a ferir-lhe a carne o tempo todo.
O espírito do homem é a razão (Gn 45:27; Rm 8:16). A essência da vida e da natureza humana e de quem o deu ao homem (João 4:24).
Entretanto, o nosso espírito não se alimenta da mesma comida do corpo. Ele não enche o estomago de fast food e podricalhos que este vive a mastigar.
O espírito é refinado para comer e só se deleita de manjares especiais: Sentidos abstratos e primordiais tão inerentes a ele, que privá-lo desses sentidos seria o mesmo que tirar-lhe a vida. Daí a razão pela qual há tantos mortos vivos no mundo, e também a razão de Jesus ter dito: Pois assim como o Pai ressuscita e vivifica os mortos, assim também o Filho vivifica aqueles a quem quer ( João 5:21), e também; deixa aos mortos o sepultar os seus próprios mortos (Mt 8:22).

Mas então, que sentidos são estes, para que eu possa dar ao meu espírito a fim de que ele viva? O amor, o perdão, a benignidade, a justiça, o domínio próprio, a reconciliação, a pureza, a paz, o altruísmo, o arrependimento etc.
Estes, não podem ser adquiridos por mão humana, pois somente o Criador do espírito do homem é quem o dá. E assim como os pais de uma criança pequena a alimentam com colherinhas de comida na boca, assim também O Senhor nosso Deus nos faz, desde que o permitamos.
O homem não pode viver desligado de Deus da mesma maneira que um feto no invólucro materno morre se cortar o cordão umbilical.
Se alguém vive de costas viradas para Deus está alienado Dele. Tem o espírito faminto quase moribundo a beira da morte. Então, de que adiantaria alimentar um corpo que perdeu a essência da vida, dando lhe de comer o lixo do mundo? Como fez o pródigo quando esteve longe de seu Pai (Lucas 15:11-32).
O mesmo Deus que nos criou é também mantenedor da nossa sobrevivência tanto física quanto espiritual: Ninguém melhor do que Ele para saber as necessidades do corpo e do espírito.
Algumas pessoas ignoram a sua própria origem e tomam posse de seus corpos como se a elas pertencesse. Rejeitam o Pai e o Deus supremo que as criou como se Dele não precisassem. O resultado é deprimente: É quando o ser humano perde a razão e acaba ficando refém de si mesmo; dominado e escravizado pelos apetites da carnalidade e por toda sorte de praticas imorais hediondas e horrendas.
Os que fazem assim devem saber que no final, o corpo volta ao pó de onde veio; mas, o espírito volta a Deus quem o criou. E o que será feito dele na eternidade? Quando for prestar contas de tudo quanto fez por meio do corpo nesta vida? E o que dará em troca de sua alma?

Um velho índio descreveu certa vez em seus conflitos internos: “Dentro de mim existem dois cachorros, um deles é cruel e mal, o outro é muito bom e dócil. Os dois estão sempre brigando”... Perguntou-lhe alguém: Qual dos cachorros ganharia a briga? Ele parou, refletiu e respondeu: “Aquele que eu alimentar”.



Só há um modo de encontrar o caminho que nos leva de volta para casa. Procurando Jesus. Ele te encaminhará até o Pai:

Respondeu-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim. (João 14:6)

Por M.G.C
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Mack

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