Receita para a liberdade - Pr. Gabriel E. Maurer

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Receita para a liberdade - Pr. Gabriel E. Maurer

Mensagem por Vinicius_SG_RJ em Qua Dez 17, 2008 2:11 am

Receita para a liberdade



A Lei de Deus é a melhor coisa em nossa vida
Por Gabriel E. Maurer

“Se os pais não educam, os filhos têm pouca chance na vida.”

Esse título chamou minha atenção quando eu visitava uma das minhas livrarias preferidas em Berna. Para sentir mais liberdade na vida, as crianças necessitam de limites claros, diz o autor Peter Angst, especialista em família. A melhor maneira de ajudar os filhos a encarar os desafios de uma sociedade pós-moderna na busca de valores e direção, é dar-lhes normas, regras claras para a vida. A liberdade deriva dos limites pessoalmente adotados.

Esse princípio se aplica, também, à experiência cristã. Em Sua graça, Deus estabeleceu como importantes a liberdade e a crescente perspectiva para os seres humanos. E para que isso fosse assegurado, determinou limites claros por meio dos Dez Mandamentos.

É fascinante perceber como Deus supriu essa grande necessidade humana. Enquanto as livrarias estão abarrotadas com volumes sobre lei pública, Deus governa o mundo inteiro com dez mandamentos. E Jesus, o Salvador-Criador, os resume em dois princípios: amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo.

Por meio de Sua lei, Deus nos abre uma janela para a liberdade – uma questão controversa, para muitos. Portanto, um sistema que restringe nossa vida e comportamento pode ser considerado essencial para a liberdade?

A Bíblia fala contra a mentira. Desse modo, cria limites muito claros para nossa vida e comportamento. Isso significa que nossa estratégia para alcançar determinados alvos nunca pode incluir falsidade, desonestidade, traição ou qualquer método do gênero. Em certas situações, pode parecer que é desvantagem ser honesto. A intenção de Deus, porém, é que os limites sejam “janelas para a liberdade”.

Assunto em Debate

Lembro-me de ter entrado, certo dia, na sala de aula e encontrado meus alunos estranhamente quietos. Logo descobri por quê. Era inverno e uma janela havia sido quebrada. Os alunos se entreolhavam com suspeita, e a tensão foi crescendo até que, de repente, um aluno se levantou e confessou: “Eu fiz isso. Desculpe!”

No mesmo instante, a atmosfera mudou completamente. Rostos relaxados, a criatividade começou a funcionar e, em segundos, os alunos desenvolveram um plano estratégico: Vamos todos contribuir para consertar a janela. As lágrimas dominaram o aluno honesto e ele aprendeu uma importante lição para a vida: a honestidade gera confiança, cria solidariedade e dá a sensação de liberdade interior.

Esses princípios são aplicáveis a todos os mandamentos. Ter respeito pelos pais desenvolve a habilidade de agir com autoridade. Ser fiel ao cônjuge desenvolve habilidades sociais e emocionais que contribuem, significantemente, para a felicidade. Respeitar a propriedade emocional e social dos outros (os últimos cinco mandamentos) cria a atmosfera necessária para relações humanas saudáveis.

Para Nossa Proteção

Numa sociedade em busca de rumo, os valores e normas bíblicos oferecem ajuda significativa. O próprio Deus determinou os valores que devem reger nossos relacionamentos com Ele e com nossos semelhantes – valores de amor, respeito e humilde autoconfiança.

O amor é o fundamento. O amor a Deus e aos nossos semelhantes é o reconhecimento do fato de que, tanto nós como os outros, somos obras-primas do Criador. Como qualquer outra obra de arte, os Dez Mandamentos têm as digitais de seu Autor. Eles são uma expressão do caráter de Deus, destinados a nos dar uma vida de alegria, felicidade e propósito. Como as leis de trânsito (contra as quais às vezes nos rebelamos), os mandamentos foram estabelecidos para a nossa proteção e segurança.

Os mandamentos são para todos os povos, mas é importante notar seu valor para o povo de Israel, para quem (como povo), pela primeira vez, foram audivelmente concedidos. Quando deixaram o Egito, os israelitas não haviam desenvolvido ainda uma identidade corporativa unificada. Porém, suas raízes comuns em Abraão – o alvo comum para chegar a Canaã, e, mais importante, o sistema comum de normas contido nos Dez Mandamentos – contribuíram para que os israelitas se transformassem numa comunidade viável. Para um povo peregrino, aquele sistema comum de valores e normas foi decisivo para preservar a identidade e impedir sua dissolução. Respeitar a Deus, adorá-Lo, dar a Ele o direito exclusivo da vida e celebrar o dia de repouso do Criador, foi uma experiência que transformou um bando de individualistas numa nação admirada, respeitada e temida.

A Lei de Deus

Os grandes princípios da lei de Deus estão incorporados nos Dez Mandamentos e exemplificados na vida de Cristo. Expressam o amor, a vontade e o propósito de Deus sobre a conduta e as relações humanas e são obrigatórios a todas as pessoas em todas as épocas. Esses preceitos constituem a base do concerto de Deus com Seu povo e a norma do julgamento de Deus. Por meio da atuação do Espírito Santo, eles apontam para o pecado e despertam o senso da necessidade de um Salvador. A salvação é inteiramente pela graça, e não pelas obras, mas seu fruto é a obediência aos Mandamentos. Essa obediência desenvolve o caráter cristão e resulta numa sensação de bem-estar. É uma evidência de nosso amor ao Senhor e de nosso interesse pelos nossos semelhantes. A obediência da fé demonstra o poder de Cristo para transformar vidas e fortalece, portanto, o testemunho cristão. (Êx 20:1-17; Sl 40:7, 8; Mt 22:36-40; Dt 28:1-14; Mt 5:17-20; Hb 8:8-10; Jo 15:7-10; Ef 2:8-10; 1Jo 5:3; Rm 8:3, 4; Sl 19:7-14.)Essas considerações são importantes no contexto moderno de migração internacional e intercontinental. Também são importantes para os que viajam para o reino vindouro de Deus. Os mandamentos são uma bússola moral numa era de relativismo. O Espírito Santo, por meio da lei de Deus, nos convence do pecado, dando-nos o senso de total impotência. Nas palavras de uma declaração adventista: “A lei de Deus é um instrumento pelo qual o Espírito nos chama ao arrependimento.”

Mudança Positiva

Como uma reação à tendência humana de suspeitar de tudo que começa com “Não”, no Sermão da Montanha Jesus realça a lei num contexto positivo. E dois aspectos vêm à tona:

1. Tudo procede do coração. As palavras da lei não são o mais importante, Jesus disse. Ao contrário, é o espírito da lei. Indo mais longe, Ele enfatiza que até nossos pensamentos – o estado de nossa mente e espírito – contribuem para uma vida que pode confirmar ou confrontar a lei de Deus. “Ouvistes que foi dito aos antigos: Não matarás; mas qualquer que matar será réu de juízo. Eu, porém, vos digo que qualquer que, sem motivo, se encolerizar contra seu irmão, será réu de juízo’’ Mt 5:21, 2). Desse modo, Ele procura transformar as dez “proibições” em dez opções significativas para a vida.

2. Ação positiva para a vida. Jesus nos mostra, no Sermão da Montanha, como a lei de Deus pode melhorar nossa vida imediatamente. Não espere que os outros o tratem gentilmente, Ele disse. Não espere que os outros o tratem com respeito. Ao contrário, determine essa qualidade de relacionameto por sua própria iniciativa: “Tudo quanto, pois, quereis que os homens vos façam, assim fazei-o vós também a eles.’’

As dez “proibições”, portanto, tornaram-se dez perspectivas infinitas. Às vezes, é necessário desprezar os pais, o cônjuge ou os amigos. Deus lhe dá melhor condição para ajustar tais relacionamentos. Nós é quem devemos criar o contexto de respeito mútuo, honestidade e fidelidade ao nos relacionarmos com as pessoas ao nosso redor.

Outro Exemplo

A lei de Deus é a melhor coisa para a nossa vida, por assim dizer. Estávamos falando sobre o sétimo mandamento, numa aula de religião para o ensino médio, quando, de repente, uma jovem, que aparentemente não tinha o menor interesse pelas “regras de Deus”, nos desafiou: “O senhor realmente acha que uma coisa tão antiquada se aplica aos nossos dias?” Imediatamente surgiu uma discussão interessante, cujo final me surpreendeu.

Após quase uma hora de discussão com os alunos, a jovem chegou à seguinte conclusão: “Acho que descobri o ponto: Eu tenho um namorado e, às vezes, tenho medo de que outra garota simplesmente o tome de mim. Pensando no futuro, quando eu for casada, seria uma tremenda catástrofe perder o marido que amo. Deus nos deu essas regras que, se levadas a sério, podem nos livrar do medo, nos dar confiança em nossos relacionamentos futuros e protegem a nós e aos nossos queridos de uma vida irreal sem regras. Acho que será muito bom para mim adotar essas regras. Na verdade, a lei de Deus é a melhor coisa para a nossa vida.”

Gabriel Maurer é secretário-executivo da Divisão Euro-Africana, com sede em Berna, Suíça.

(Extraído do site http://portuguese.adventistworld.org/issue.php?issue=2008-1011&page=20)

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